Sindicato dos Médicos explica a diferença entre variantes Alfa, Beta, Gama e Delta

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Sindicato dos Médicos explica a diferença entre variantes Alfa, Beta, Gama e Delta

 In capuchino-news

Uma das principais preocupações dos cientistas, as variantes do coronavírus colocaram a Organização Mundial da Saúde em alerta, uma vez que a capacidade de transmissão e a letalidade delas ainda possuem algumas informações desconhecidas para os especialistas. Atualmente, quatro cepas se destacam:  Alfa, Beta, Gama e Delta. Diante desse contexto, o presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Leonardo Alcântara, explica a diferença entre elas:

Alfa: a variante alfa surgiu no Reino Unido, ainda em setembro de 2020. “Ela já era de 30% a 50% por cento mais transmissível do que a cepa original do coronavírus. A resposta imune à vacinação é eficiente e atualmente os casos estão em queda no mundo inteiro”, destacou o profissional.

Beta: de acordo com Leonardo,a Beta foi detectada na África do Sul em dezembro de 2020, já no Brasil, em 2021. Segundo o médico, ela tem uma transmissibilidade maior que a cepa original do coronavírus, mas menor que a variante Alfa. “Surgiram indícios de aumento de mortalidade, mas não se confirmaram. Inclusive, as vacinas têm boa resposta imunológica à variante Beta”, pontuou. 

Gama: detectada primeiramente em Manaus, a variante gama foi a grande responsável pela segunda onda no Brasil, sendo especialmente importante para o país, segundo o presidente do Sindicato dos Médicos. “Ela tem uma transmissibilidade semelhante à variante alfa, além de uma gravidade e letalidade semelhantes também”, explicou.

Delta: de acordo com o Dr. Leonardo, ela tem algumas características que diferem das outras variantes. “Existem estudos que mostram que as vacinas são eficientes para a variante delta, mais especificamente as vacinas da AstraZeneca e a Pfizer. Ela foi identificada inicialmente na Índia, em outubro do ano passado. Já nos Estados Unidos, aumentou o número de casos de Covid. No Brasil, essa variante entrou em maio, e uma das características é que ela é mais contagiosa que as outras, ou seja, tem um potencial maior de se espalhar e gerar novos casos”, explica o profissional. A Delta, por exemplo, representou quase 90% dos casos de infectados a partir de julho deste ano em todo o planeta, de acordo com o boletim da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

“É importante ressaltar que a presença de variantes é um evento muito comum em todos os vírus. E como eles se multiplicam, estão sujeitos a sofrer mutações. Por isso, é necessário que as pessoas mantenham as mesmas medidas de biossegurança, como o uso de máscaras, álcool em gel e o distanciamento social. Além de todos estes, vale reforçar que a vacinação é mais do que necessária nesse momento”, pontua Leonardo Alcântara.

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