Sindicato dos Médicos do Ceará denuncia grave falta de insumos, medicamentos e alimentação nos Hospitais Frotinhas de Fortaleza

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Sindicato dos Médicos do Ceará denuncia grave falta de insumos, medicamentos e alimentação nos Hospitais Frotinhas de Fortaleza

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O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício ao Ministério Público do Estado do Ceará, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública, na última segunda-feira (22), denunciando o estado caótico de desabastecimento nos Hospitais Frotinhas de Fortaleza. Conforme denúncias, as unidades hospitalares de média complexidade para o atendimento encontram-se em grave falta de insumos, medicamentos e alimentação.

Segundo relatos dos médicos, o Hospital Distrital Evandro Ayres de Moura (Frotinha Antônio Bezerra) e o Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira (Frotinha Parangaba) estão com produtos básicos em falta, como gazes, algodão, toalhas de mão, entre outros. Também denunciaram a baixa qualidade do material das luvas e fios de sutura, que podem comprometer os procedimentos cirúrgicos. Além disso, relataram constante falta de medicamentos básicos e falta de alimentação para pacientes e profissionais de saúde, que acabam tendo que custear por conta própria.  

Os Frotinhas compõem a Rede de Atenção à Saúde da Capital, se enquandrando no perfil de atendimento secundário, e estão localizados nos bairros Antônio Bezerra (Regional III), Parangaba (Regional IV) e Messejana (Regional VI). Atualmente, o Frotinha de Messejana encontra-se fechado devido a uma longa reforma que deu início em novembro de 2019, o que provocou o remanejamento de toda a demanda de pacientes, bem como profissionais que lá são lotados, para outras unidades de saúde, causando superlotações.

Dificuldades

O Sindicato dos Médicos do Ceará informa que já entrou em contato com a Secretaria de Saúde Municipal para relatar o problema e cobrar providências, mas não obteve avanço nas tratativas. A secretaria disse que está com dificuldades para realizar as compras devido à alta demanda mundial e aumento dos preços dos insumos.

Por meio de ofício, a entidade solicita à Promotora de Justiça, Ana Cláudia Uchoa, que provoque o município de Fortaleza para solucionar efetivamente o atual cenário, haja vista o iminente e grave risco para a população que necessita de atendimento. “Não esquecemos que a pandemia da Covid-19 gerou diversos desabastecimentos no mundo em relação a insumos e medicamentos, contudo, a situação nos citados hospitais encontra-se caótica, beirando um colapso, o que não pode ocorrer de forma alguma”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Leonardo Alcântara.

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