Os prejuízos sociais do voto impresso

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Os prejuízos sociais do voto impresso

 In capuchino-news

Observando o constante debate nos últimos dois anos e por incrível que pareça, a possibilidade de avanço na Câmara dos Deputados, o voto impresso parece ser um passado mais próximo do que imaginávamos. A prática que para muitos parece legível, na minha visão parece que voltei em uma máquina do tempo e estou vendo meus avós em sua juventude. Naquele período, poderia até ser levado em consideração o uso do papel, contudo hoje, 25 anos desde a implantação da urna eletrônica, é uma pauta dispensável e retrógrada.

Muitos pontos em questão devem ser considerados, desde a demora exorbitante para apuração, até a mais agravante possibilidade de fraude e manipulação, um ponto a menos para a democracia que já respira por aparelhos. Além, claro, do prejuízo econômico aos cofres públicos para a implantação do voto impresso, cerca de R$ 2,5 bilhões, em uma alternativa menos eficiente que a utilizada hoje em dia, que por sua vez, nunca houve provas de fraude.

Por sinal, o Brasil é exemplo com o método de apuração de votos através da urna eletrônica e por diversas vezes, empresta os equipamentos para outros países. Questionar então a eficácia e segurança das urnas é incoerente e soa de forma conivente para quem obtiver fracasso no pleito eleitoral, tal qual Donald Trump (Partido Republicano) fez nas eleições dos EUA em 2020, quando não reconheceu a derrota para Joe Biden (Partido Democrata) e exigiu a recontagem dos votos válidos, atrasando e prejudicando o andamento do país.

Não precisa de muito esforço para entender que este cenário pode se repetir no Brasil, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro segue com a popularidade caindo e a rejeição entre os brasileiros aumentando. De todo modo, ele insiste em trazer à tona os votos impressos, após anos em desuso e comprovando ineficácia. Estratégico.

Como a pauta segue avançando na Câmara de forma lamentável, ocorre sim a possibilidade de testarem o voto impresso. Caso isso ocorra, deve-se analisar os testes em eleições municipais, a princípio, não em uma a nível nacional, como a do próximo ano. As eventuais contestações serão mais fáceis de localizar e reparar se aplicadas em locais menores. Por fim, sigo com esperança e na torcida para que a democracia não seja colocada em risco.

Deputado Federal Eduardo Bismarck

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