Aulas de tecido acrobático mantêm a arte circense viva e se apresentam como uma nova forma de perder peso

 In capuchino-news

A modalidade que já vem fazendo sucesso em Fortaleza que veio do mundo circense promete fazer suar e perder peso. O encontro da arte com o esporte melhora a postura, aumenta a massa magra e tonifica os músculos do abdômen, dos braços e das costas. Gradativamente e com disciplina, os praticantes alcançam resultados e reproduzem a beleza plástica dos movimentos. As séries de exercícios são realizadas no tecido suspenso, dobrado de forma a deixar duas pontas penduradas. Em Fortaleza, o tecido acrobático pode ser encontrado na academia AYO Fitness Club.

De acordo com o professor Iago, da AYO Fitness Club, os alunos que procuram as aulas de tecido acrobático são pessoas as quais têm mais resistência a musculação e desejam uma atividade física que esteja envolvido com a arte também. “A gente procura utiliza o tecido aqui na busca pelo bem-estar, de se sentir bem com o próprio corpo, sem perder o caráter inventivo da arte circense. O exercício atua na região abdominal como um todo e membros superiores, principalmente, fortalecendo a musculatura. O melhor de tudo é que, além de todos os benefícios, é possível perder até 500 calorias por aula”, detalhou Iago. “Contudo, busco sempre salientar a necessidade de atividades complementares à nossa, que vão auxiliar no condicionamento físico para a aula, como pilates, alongamento, e mesmo os treinos regulares de musculação”.

“Nas aulas aqui da AYO, incentivo sempre o trabalho em conjunto, onde muitas vezes o roteiro e execução das atividades contam com a participação das alunas e alunos. Todo mundo se ajuda a realizar os movimentos. Mesmo quando a atividade é individual, busco unir as pessoas, para que possam observar, ajudar e aprender mais, relacionando assim uma pedagogia autônoma. Além disso, existe um cuidado para construção de um corpo possível de acessar determinadas técnicas, onde muitas vezes é necessário adaptar os exercícios para diferentes corpos. Muitas pessoas me perguntam se é possível para elas fazerem a atividade, ou porque sente vergonha, ou porque se acham inaptas, gordinhas demais. Sempre falo que vamos trabalhar em aula o entendimento dos corpos em suas particularidades para que seja possível realizar os movimentos.”

O professor também explica que mais do que resistência física, a atividade traz vantagens para a mente. “Amplia a relação da pessoa com o próprio corpo e com outros corpos — exercita a memória, a autoconfiança e a expressividade. Para mim, é muito importante que as pessoas as quais participam da aula constantemente possam levar o conhecimento trabalhado aqui para além do espaço da academia, assim como trazer para cá – como vídeos e imagens da internet. Essa parte é sempre um desafio para gente que é professor, uma reinvenção, mas é super prazeroso”.

Iago também ressalta que, como todo exercício, existem medidas de segurança a serem seguidas. “Além das recomendações necessárias a toda atividade, o trabalho em altura exige medidas específicas: é necessário um colchão de impacto, além de materiais como tatames; o tecido precisa estar pendurado em uma estrutura firme, que aguente movimentos de impacto. Também é recomendado o aquecimento e alongamento no solo antes de subir no tecido, sempre voltado ao que será trabalhado na aula”, disse. Além do tecido, que é o foco da aula, trabalhamos com movimentos simples de solo, com acrobacias dinâmicas, estáticas e portagens (movimentos de duas ou mais pessoas juntas).

Mais sobre o tecido acrobático

Existem algumas versões sobre quem inventou a modalidade, mas se acredita que o tecido é uma extensão do trabalho de corda lisa, uma modalidade que antigamente era de sisal e atualmente é de algodão. Relatos explicam que as performances na corda tenham surgido das evoluções realizadas pelos artistas quando subiam ao trapézio, ou até mesmo durante a instalação do circo, na qual se utilizam as cordas para subir e descer das alturas. Outras pesquisas explicam na França a modalidade de tecido circense teria sido aprimorado pelo francês Gèrard Fasoli nos anos de 1980, após pesquisas com diferentes materiais (cordas, tecidos, correntes etc.).

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